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Cais do Valongo no Rio de Janeiro

O Cais do Valongo fica na região portuária do Rio, e é um cais que é Patrimônio Histórico da Humanidade, título conferido pela UNESCO. É considerado o único vestígio material existente da chegada de africanos que eram escravizados e trazidos para trabalhos forçados nas Américas.

O cais serviu como desembarque ligado ao comércio desses escravos até 1831. Sua construção foi 20 anos antes, 1811. Felizmente parou de funcionar devido a proibição do tráfico transatlântico de escravos. Segundo historiadores, durante o período que operou, de meio a um milhão de escravizados desembarcaram ali.

Em 1843 houve uma reforma no cais para o desembarque da princesa Teresa Cristina de Bourbon, que se casou com D. Pedro II, filho de D. João VI. A partir daí, passou a se chamar Cais da Imperatriz.

Entre os meados do século XIX e 1920, os entornos do cais tornaram-se uma região povoada pelos negros de diversas nações africanas. Sendo denominada de “Pequena África” pelo compositor Heitor dos Prazeres.

Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO

O valor excepcional universal, avaliado pela UNESCO, no caso do cais, cumpre com o sexto critério no Guia Operacional referente a Implementação da Convenção do Patrimônio Mundial.

Estar diretamente ou materialmente ligado a acontecimentos históricos ou tradições ainda existentes, ideias, crenças, obras artísticas e literárias com significação excepcional universal.

É considerado um sítio histórico sensível, despertando a memória de eventos que foram traumáticos para uma população e que violou os direitos humanos.